Crush em Hi-Fi

Música, trilha sonora, CDs, discos, DVDs, mp3, wmas, flac, clipes, ruídos, barulho, sonzera ou como quer que você queira chamar.

The Smoggers, de Sevilha, mostram que a cena de garage punk da Espanha está viva e fazendo barulho

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Formada em 2008 e com sede em Sevilha, na Espanha, The Smoggers é uma das novas bandas mais bacanas na cena garage espanhola. O quarteto chamou a atenção dos fãs do rock underground com um som que puxa para o garage punk cheio de fuzz dos anos 60, com influências notáveis de Sonics13th Floor Elevators em seu som.

A banda conta com Fernando Smogger nos vocais, guitarras e gaita, Gusti Smogger no baixo e Ana Smogger na bateria e vocais de apoio. O guitarrista Jesús Smogger, que participou de todas as gravações até o momento, saiu da banda há alguns meses e o trio procura por um novo membro para completar sua formação. Alguém aí conhece um bom guitarrista espanhol com o pé enfiado no fuzz?

Conversei com Fernando sobre a carreira da banda, a cena de garage da Espanha e o mundo pop:

– Como a banda começou?

A banda foi formada em uma pequena vila ao sul da Espanha quando Ana, Jesús e eu conversávamos sempre sobre garage punk e a cena do rock and roll underground. Entao, decidimos formar uma banda de garagem porque pensamos que era o momento certo para este projeto, já que em Andalusia não existem garage bands. Gusti entrou como nosso baixista depois!

– Você pode me falar um pouco da cena espanhola de garage?

Sim, lógico. Entre as décadas de 80 e 90, a cena garageira espanhola era apenas formada apenas por algumas poucas bandas legais. Mais ou menos 15 anos atrás, esta cena começou a fazer barulho na Europa e nos Estados Unidos com muitas bandas incríveis como Wau y los Arrrghs, Moonstones, Hollywood Sinners, Aspiradoras, Phantom Keys e muitas outras…

– Quais são as principais influências da banda?

Amamos os garage punk original dos 60’s como The Sonics, Wailers, Swamp Rats, Electras e também grandes compilações como Back From The Grave, mas na verdade acho que a influência mais importante para o som do The Smoggers são bandas dos anos 80 e 90 de garage como The Fuzztones, Gruesomes, Gravedigger V, Miracle Workers, Cynics, Chesterfield Kings, Primates, Lust-O-Rama, Mummies, Makers ou Billy Childish. Na verdade, também amamos The Branded, The Satelliters e Staggers, por exemplo!

– Me conte um pouco sobre a discografia do The Smoggers.

No momento, nossa discografia consiste em dois 10 inches de 2010 (“Smoggin’your Mind” e “Chinese Food”, ambos pela Clifford Records, que assinou com a banda), alguns EP’s (“A day with you” pela Grit Records, “Shame on You” e “Breaking your Boots with The Smoggers” pela KOTJ Records e Ghost Highway Recordings e um 7″ Split Smoggers/Fadeaways pela gravadora de Nova York Chickpea Records) e, finalmente, temos nosso primeiro álbum 12″ chamado “Join The Riot” lançado pela Clifford Records que foi relançado no último verão! Alguns desses discos estão esgotados, algo muito importante para uma banda pequena como o Smoggers! Além disso, temos alguns novos projetos que lançaremos em breve. Nosso segundo guitarrista não participará, já que saiu da banda alguns meses atrás… mas não se preocupem, freaks: The Smoggers continuará com um novo músico!

A capa de "Join The Riot", primeiro disco da banda.

A capa de “Join The Riot”, primeiro disco da banda.

– Como é o processo criativo de vocês?

Nossos dois guitarristas e vocalista criam a melodia básica e as letras e depois fechamos as músicas quando ensaiamos as novas melodias todos juntos! Lógico que toda a banda dá o seu pitaco para finalizar as músicas e elas ficarem bacanas. Agora, sem Jesus na banda, tentarei colocar todo meu esforço no processo. Eu adoro escrever e sempre tenho a ajuda de Ana Smogger e Gusti para criar novas músicas!

– O mundo está ficando mais pop e menos rock? 

Sobre isso, quero dizer… The Smoggers não toca pop, nós odiamos a porra do pop, amamos o Rock and Roll e o Garage Punk dos anos 60!

– Quais são os maiores desafios de ser uma banda independente hoje em dia?

Sem dúvidas, a coisa mais importante é ter uma identidade real como banda e então estar pronto para gravar e tocar sempre, de novo e de novo. É impossível para bandas do underground terem um destino bacana sem fazer desta forma!

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– Onde você gostaria de ver os Smoggers em 10 anos?

Gostaríamos de estar tocando em alguns festivais em que não tocamos ainda! Temos muita gente apoiando e muitos fãs, mas ainda não temos os contatos necessários para isso! De qualquer forma, estamos orgulhosos da forma que as coisas estão acontecendo e seria incrível que em 10 anos alguém compre um de nossos discos em alguma cidade do mundo e ele ou ela diga “Cara! Yeah! Esses The Smoggers são ótimos, um som bem garage punk dos 60’s!”

– Se você pudesse chamar qualquer músico para participar em uma música dos Smoggers, quem seria?

(Risos) Essa pergunta é sensacional! Ligaríamos para Leighton Koizumi, Craig do Chesterfield Kings, Rudi Protrudi, talvez Wild Evel também e, é claro, seria incrível tocar com Billy Childish!

– Alguma banda chamou a atenção de vocês recentemente?

Ultimamente eu prestei atenção em bandas como The Routes (do Japão), Scumbugs (da Noruega), além do The Fourteens, The Mongrelettes (da Grécia) e muitas outras!

Ouça o disco “Join The Riot” aqui:

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