Crush em Hi-Fi

Música, trilha sonora, CDs, discos, DVDs, mp3, wmas, flac, clipes, ruídos, barulho, sonzera ou como quer que você queira chamar.

Flávia Couri, ex-Autoramas, agita a cena rocker da Dinamarca com o The Courettes

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Flávia Couri começou sua carreira tocando guitarra nas Doidivinas, passou a integrar os Autoramas em 2008 como baixista e depois de um disco (“Música Crocante”), um DVD e um Acústico com a banda (além de muitas turnês pelo mundo) largou tudo para se juntar ao marido, o dinamarquês Martin Couri, na banda The Courettes. Se mudou de mala e cuia para a Dinamarca e está preparando o disco de estréia do duo para 2015 e já lançou as prévias “Go Go Go” e  “I’ve Been Walking” no Youtube.

“O disco está agora na fábrica e deve ficar pronto em cinco semanas. Vai ser lançado em vinil no verão europeu pelo selo alemão Sounds of Subterrania, e, se tudo der certo, também no Brasil”, promete Flavinha. Conversei com ela sobre a nova banda, a mudança para a Dinamarca e sua saída dos Autoramas:

– Como a banda The Courettes começou?

The Courettes começou através do amor! Do amor entre o Martin e eu e do nosso amor mútuo por rock garage. Foi algo que aconteceu, sem a menor pretensão, nunca planejamos nada. O amor inspira, e as ideias para as canções foram pintando e eu só tive que ir trabalhando nelas. O Martin é um ótimo baterista, muito criativo e inspirado. Tivemos a enorme sorte de nos encontrarmos e de sermos tão compatíveis na vida e na música.

– Quais são suas principais influências musicais?

ROCK N’ ROLL! Principalmente garage rock e proto punk da primeira metade dos anos 60. Sou apaixonada também por musica pop, especialmente dos 60, girl groups, Motown, Beatles & Stones & Kinks. Soul, música negra em geral, rockabilly e surf music também estão sempre na minha vitrola.

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– Como é o processo de composição de vocês?

Eu componho as músicas e escrevo as letras, mas o Martin tem um papel crucial dizendo “isso é bom” ou “isso é ruim, esquece”. Ele é quem escolhe quais as canções vão ser levadas pro estúdio pra gente trabalhar junto nos arranjos e quais vão ficar só no meu gravadorzinho em casa.

– Agora você está tocando guitarra e a banda não possui baixo, um instrumento que você defendeu por tantos anos. Como é essa mudança pra você?

O baixo sempre foi e sempre será meu instrumento principal, o instrumento com o qual eu consigo me expressar melhor. Mas eu também gosto de tocar guitarra e já tive uma banda onde eu tocava guitarra, o trio Doidivinas. Então pra mim não é uma troca do tipo “abandonei o baixo e agora estou tocando guitarra”. Foi natural no The Courettes. Como eu compus as músicas na guitarra, levei a guitarra pro estúdio. Mas estamos com idéias de experimentar no futuro eu tocar baixo em algumas músicas, ou uma guitarra-barítono. Eu vou tocar baixo sempre. Agora em abril tive a honra e o prazer de fazer uma turnê de dez dias pela Bélgica e Holanda tocando baixo com umas das maiores, melhores e lendárias bandas de rock da Dinamarca, Powersolo. O baixista deles não pode ir e eu fui convidada. Então deu pra matar as saudades do baixo.

– Vocês já estão gravando alguma coisa? Vem disco por aí?

Já gravamos, o disco esta agora na fábrica e deve ficar pronto em cinco semanas. Vai ser lançado em vinil no verão europeu pelo selo alemão Sounds of Subterrania, e, se tudo der certo, também no Brasil. A produção ficou por conta do Kim Kix, líder do Powersolo, que viu um show nosso e ofereceu gravar, produzir e mixar nosso primeiro álbum. Finalmente consegui gravar do jeito que eu sempre quis, ao vivo no estúdio, sem clic, sem edição, sem auto-tune e com pouquíssimos overdubs. O resultado foi um disco de rock n’ roll cru e sincero, e estamos muito satisfeitos e orgulhosos.

– Você saiu dos Autoramas e foi com seu marido para o exterior. Como rolou tudo isso?

Meu marido é dinamarquês e sempre morou na Dinamarca. Por dois anos eu fiquei numa ponte aérea Rio-Copenhagen sem fim, tentando conciliar com a agenda do Autoramas, que era a única coisa que me prendia ao país. No início desse ano eu percebi que tinha que tomar uma decisão, que já não fazia mais sentido voltar pro Brasil, juntei toda minha coragem e agora estou aqui. E não poderia estar mais feliz.

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– Tem gente criticando a nova formação dos Autoramas, especialmente os que imaginam que você e o Bacalhau foram expulsos, o que não ocorreu. O que você diria a essas fãs dos Autoramas?

Eu gostaria de dizer pra todos os fãs do Autoramas um sincero muito obrigada pelo carinho nos sete anos que estive na banda. Foi um período incrível da minha vida. Eu tomei a decisão de sair porque infelizmente não havia mais nenhuma condição de continuar, por uma série de motivos. Foi bastante difícil e eu lamento muito se alguns fãs sentem minha falta. Mas gostaria de convidá-los pra conhecer meu novo trabalho e espero poder levar o The Courettes pra uma tour no Brasil em breve.

– Hoje em dia poucas bandas de rock novas estão cantando em português. Porque isso ocorre?

Sinceramente não percebi isso. Conheço um monte de bandas cantando em português. As bandas que eu tive antes de me mudar pra Dinamarca sempre cantaram em português. Pela primeira vez eu estou cantando em inglês, porque as ideias pras letras vieram em inglês. Até porque meu dinamarquês ainda é muito rudimentar!

– Como é a cena rocker da Dinamarca?

Melhor agora com The Courettes!

– Indique algumas bandas e artistas novos que você adora. Se possível, independentes! :)

Aqui na Dinamarca, Columbian Neckties, Powersolo, Beatophonics e The Youth. No Brasil, Boogarins, Dead Rocks e Beach Combers. E, pelo mundo, Dip Dry Man, Fredovitch & his one man band, Thee Outlets e Mars needs Women.

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