Crush em Hi-Fi

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Os canadenses do Pow Wows misturam pop art, garage e punk rock ensandecido em seu segundo disco, “Broken Curses”

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Os canadenses do Pow Wows lançaram em fevereiro seu segundo disco completo, “Broken Curses”, recheado de garage rock, punk e rockabilly sujo. O trio de Toronto entrou no estúdio com cinco músicas que já eram tocadas em seus shows e cinco novinhas em folha e criaram o álbum, “um disco pesado sobre estar duro, batalhando e tentando achar seu caminho em um mundo de insanidade, na real”, segundo Chris McCann, guitarrista.

O Pow Wows está na ativa desde 2010 e tem rodado o Canadá, Estados Unidos e Europa levando sua versão do garage rock sessentista. “Broken Curses” também foi lançado em vinil e eles acreditam que esta cultura nunca acabará. “Enquanto existirem pessoas na Terra com toca-discos de alta fidelidade e discos pra tocar, a cultura do álbum continuará a prosperar”, disse Ryan Rothwell, vocalista e guitarrista da banda.

Conversei com Ryan e Chris sobre a carreira da banda, a preferência do público por singles e o disco “Broken Curses”

– Como a banda começou?

Ryan: Foi no verão de 2010 que aconteceu a primeira formação do Pow Wows, que contava comigo, Jay Holy, Jay Sherritt e Matt Cosgrove. Nós passamos por mudanças significativas desde que lançamos nosso primeiro disco (“Nightmare Soda”) pela Get Hip Recordings em 2011.

Chris: Eu acabei substituindo o Jay Holy logo depois que o disco saiu e botamos o pé na estrada no Canadá e nos Estados Unidos com o The Cynics duas semanas depois. Eventualmente, acabamos trilhando caminhos diferentes e o segundo Jay saiu em 2012, quando começamos a escrever um material mais desafiador. Eu apenas aumentei o volume da minha guitarra e viramos um trio a partir daí. Eventualmente, Matt saiu depois que gravou a bateria para o segundo disco (“Broken Curses”) e meu irmão Jon, que tocava no Guided By Voices e um monte de outras bandas entrou em seu lugar. Nós tivemos uma porção de outros bateristas que amamos como irmãos que se juntam a nós ao vivo na casa do Jon e nosso velho amigo Jay Lemak é parte da formação com que gravamos e se junta a nós no palco sempre que pode.

– Como surgiu o nome The Pow Wows?

R: Nós tivemos a ideia de algo meio pop art, como uma onomatopeia de quadrinhos ilustrada. Nós também pensamos que o nome tem um som meio 60’s. Tentamos respeitar as conotações culturais do termo Pow Wows e o que ele significa para o povo aborígene não utilizando imagens, artefatos ou trabalhos de nenhum tipo de música, letras ou arte deles.

C: Sim, acho que a maioria das pessoas percebe que não estamos tentando nos apropriar culturalmente do termo assim que dão uma olhada em nossos discos, camisetas, shows e etc…

– Quais são suas maiores influências?

R: Bob Dylan, Velvet Underground, Clash, Buddy Holly, Elvis Presley, muita coisa do começo do rock’n’roll, punk, rocksteady, garage, big band, inúmeros discos dos mais variados estilos do mundo todo, do começo das músicas sendo gravadas até hoje.

C: The Cramps, Bo Diddley, Flamin’ Groovies, Davie Allan, MC5, The Gun Club, Link Wray, Mitch Ryder & The Detroit Wheels, Buddy Holly, Bob Dylan e por aí vai. Nós todos também ouvimos bastante soul e R&B do começo, além de rockabilly e country music de raiz, o que acaba influenciando nosso material.

– Me falem um pouco de seu mais recente álbum,”Broken Curses”.

C: Bom, um dia fomos até o estúdio e apenas pegamos as 10 músicas que eram as mais quentes para nós. Metade delas haviam sido treinadas no palco e metade era nova em folha. Nós realmente não consideramos se as músicas iam ficar boas em conjunto, como um disco, mas continuamos trabalhando em sua produção, então se tornou algo que trabalhamos como um todo e entregamos para a Get Hip e eles lançaram para que todos os garotos possam tocá-lo alto em seus toca-discos e telefones!

R: É um disco pesado sobre estar duro, batalhando e tentando achar seu caminho em um mundo de insanidade, na real. Fazer sentido ao crescer e virar adulto enquanto mantêm seus ideiais intactos. Tudo isso com um som selvagem. E com um cover do Equals pra aliviar o clima!

A capa do disco "Broken Curses"

A capa do disco “Broken Curses”

– A cultura do “álbum” está morta? As pessoas apenas querem os singles, hoje em dia?

R: Se formos pensar no mainstream, talvez, apesar de estarmos na 10ª rodada de relançamentos de discos que estão em cada porão sombrio para satisfazer o ressurgimento do vinil…  é apenas um constante fluxo e refluxo de como as pessoas ouvem sua música e como ela serviu para eles, seja em download digital, streaming ou produto físico. Muito disso é baseado em tendências e conveniência, como com qualquer outra mercadoria. Mas enquanto existirem pessoas na Terra com toca-discos de alta fidelidade e discos pra tocar, a cultura do álbum continuará a prosperar.

C: Acho que um monte de ouvintes ainda ficam ligados inicialmente em um único single quente e de lá querem experimentar a coisa toda e então comprá-la, ou, mais provavelmente, roubar ou transmiti-lo gratuitamente. As vendas de discos de vinil estão subindo a cada ano em um ritmo gigante, isso é um sinal de que as pessoas ainda querem sentar e fumar um baseado ou fazer yoga e ouvir 30 minutos de histeria garage punk.

– Se vocês pudessem gravar QUALQUER cover, qual seria?

C: Eu gostaria de fazer uma cover de ‘Hold On Baby’ de Ike & Tina Turner.

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R: ‘Night of the Vampire’, do The Moontrekkers.

– Como vocês definiriam o som do The Pow Wows?

C: O som de 3 caras e seus amplificadores e guitarras tentando serem levados aos céus, mas mais frequentemente sendo arrastados aos fogos e tentações malignas do submundo.

R: Yep.

– Vocês fazem um som alto, sujo e barulhento. Este tipo de som está em falta, hoje em dia?

C: Acho que sim, tem um monte de bandas bem sujas por aí ultimamente (risos). Acho que quanto mais, melhor, contanto que todos tenhamos músicas BOAS de verdade para oferecer ao mundo.

R: Eu concordo, vamos ser imundos quando o imundo é bom. Mas sim, boas canções são a resposta.

– Quais são os próximos passos do Pow Wows?

C: Estamos de volta ao estúdio agora. Temos um split 10″ saindo agora com o Twin Guns de Nova York pela Boppadodown Records e um single 7″ pela Hidden Volume Records, que são um selo incrível que só lança singles e só tem produtos insanamente ótimos.

R: Estamos planejamento uma tour pela costa leste do Canada em Julho e queremos ir pra Europa este ano também.

– Quais bandas vocês ouviram recentemente que chamaram sua atenção?

C: Eu não sei se são bandas novas, mas algumas contemporâneas que eu gosto são The Above, Reigning Sound, John Paul Keith, Baby Shakes, Gentleman Jesse e The Sadies.

R: Natural Child, Reigning Sound, Nox Boys, Kreeps, Mimico, Sadies, Cynics, Frowning Clouds, Los Tones, Twin Guns, Quitty and the Don’ts, e King Creep.

Ouça o disco “Broken Curses” completo aqui:

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